sexta-feira, junho 29, 2012

ENFERMAGEM REAGE AO GOLPE DO GOVERNO E JÁ FALA EM GREVE



A agenda não cumprida ontem (27), na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi um show de desrespeito a todos os brasileiros e, em especial, aos profissionais da Enfermagem.  A categoria, que deveria ser a protagonista da pauta do dia, acabou por formar a plateia de um circo de mentiras, em que alguns canastrões sem qualquer talento para a comédia, evoluíam descaradamente fazendo do Plenário um picadeiro. Assim, como espectadores revoltados pela absoluta falta de respeito, a Enfermagem foi (mal) tratada na Casa do Povo, diante das manobras conduzidas pelos deputados Arlindo Chinaglia e Jilmar Tatto (ambos do PT-SP), e ordenadas pelos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais). Tudo orquestrado pelo governo federal com o objetivo de derrubar a votação do PL 2295/00, mais conhecido como o Projeto das 30 horas.
    A reação das dezenas de manifestantes que lotaram as galerias da Câmara não passou despercebida. Vaias e gritos de guerra – “PT, cadê você? A Enfermagem não vota em você!” – mostraram claramente que a classe não vai se conformar e que vem chumbo-grosso por aí: nas redes sociais, a possibilidade de uma paralisação nacional da categoria já vem sendo aventada.  
   Nos discursos que se sucederam por todo o dia não faltaram elogios à Enfermagem, dando conta da sua importância para a sociedade. A grande maioria dos parlamentares assumiu seu voto positivo publicamente. Mas, na prática, a situação era muito diferente: sórdidas maquinações tramadas nos bastidores, em nome do governo, acabaram por frustrar os profissionais da saúde, que há 13 anos batalham pela humanização da sua jornada de trabalho. E, mais uma vez, a categoria teve que engolir a amarga derrota.
    As desculpas para a não aprovação do PL pelo governo são várias e algumas beiram o ridículo. A ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti botou na conta até da crise econômica mundial. Mesmo com um atestado de viabilidade financeira para a implantação do projeto assinado pelo Dieese, o governo insiste que a redução da jornada – e consequentemente o necessário aumento nos quadros da Enfermagem em cerca de 30% - traria prejuízos bilionários às finanças públicas e privadas, abalando principalmente as prefeituras, o SUS, os hospitais-escolas e as Santas Casas. Porém, comenta-se nos bastidores, que a razão de tanto empenho em jogar contra a jornada das 30 horas está no forte lobby dos setores privado e filantrópico.
    A Enfermagem conhece a sua força e seu lugar na sociedade. O que pode acontecer se a categoria cruzar os braços? Nenhum movimento de paralisação neste País poderá se comparar aos estragos que provocaria uma greve geral de enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras. Será que os nobres parlamentares e o Executivo já se deram conta de que a Enfermagem vai reagir? Que a Onda Branca sairá às ruas para pedir apoio e explicar à sociedade suas reivindicações? 
   O Presidente da Câmara, Marco Maia, garantiu em Plenário que não descansará enquanto não reagendar a matéria e, na próxima semana, pedirá a obstrução das medidas provisórias para trazer de volta à pauta, o mais breve possível, a votação da jornada de 30 horas. Nas redes sociais, já há um forte movimento para promover a paralisação total da categoria, às vésperas do próximo agendamento da votação do PL 2295/00, com o propósito de só retornar ao trabalho após a tão aguardada vitória.

segunda-feira, junho 25, 2012

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CURSOS CAPACITA



25 Junho 2012
Estão abertas as inscrições para os cursos “Mini Curso sobre Segurança do Paciente”,  “Curso Urgência e Emergência”, "Videoconferência sobre Ventilação Mecânica", "Mini Curso Atendimento Prioritário em Parada Cardiorrespiratória"e "Curso Interpretação de Exames Laboratoriais".

27/06 Videoconferência sobre Ventilação Mecânica
              Acesso Gratuito com Certificação
              Data: 27/056 - Quarta 
              Horário: 12h às 13h
              Acesse o link: http://www.telessauderj.uerj.br/ava/etc/webconfrute.php

28/06 - Mini Curso sobre Segurança do Paciente 
Local: Auditório Nelson Carneiro - Prédio anexo a Alerj
Horário: 14 às 18h
Clique aqui para se inscrever
29/06 - Curso Urgência e Emergência
Local: Hospital Albert Schweitzer - R Nilópolis, 329- Realengo 
Horário: 09 às 18h
VAGAS ESGOTADAS
02/07 - Mini Curso Atendimento Prioritário em Parada Cardiorrespiratória
Local: Teatro do Sesc de Madureira
Rua Ewbanck da Câmara, 90
Horário: 08 às 12h
Clique aqui para se inscrever
03/07 Curso Interpretação de Exames Laboratoriais
Local: Hospital Miguel Couto
Rua Mário Ribeiro, 117 - Gávea
Horário: 09 às 18h
VAGAS ESGOTADAS

quinta-feira, junho 21, 2012

Mães farão marcha pelo parto domiciliar




São Paulo - Unidas pela internet, mães que defendem o direito de dar à luz em casa programam uma marcha para este domingo, na Avenida Paulista. O movimento, que se espalhou pelas redes sociais e deve contar com atos também em outras cidades, é um protesto contra o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), que nesta semana exigiu do Conselho Regional de Medicina Paulista (Cremesp) a punição de um obstetra que defendeu o parto domiciliar em entrevista à TV Globo.

Professor assistente da Universidade Federal de São Paulo, o médico acusado, Jorge Kuhn, afirma que não realiza partos domiciliares desde 2010, quando o Cremesp emitiu um parecer desaconselhando a prática. "Mas isso não quer dizer que eu não recomende", ressaltou.

Conselheiro do Cremerj, o ginecologista Luís Fernando Moraes acredita que a entrevista de Kuhn foi "um ato irresponsável". Logo após a divulgação da nota de reprovação pelo órgão, mulheres e profissionais da saúde defensores do parto em casa começaram a se mobilizar na internet. "A coisa explodiu. A marcha é uma resposta ao conselho", afirmou a obstetriz Ana Cristina Duarte.

Na capital paulista, os manifestantes se reunirão às 14h, em frente ao Parque Mário Covas, na Avenida Paulista. De lá, seguirão até a sede do Cremesp, na Rua da Consolação, na região central. Ainda não há o número de confirmados. O grupo é o mesmo que, em março de 2011, promoveu uma amamentação coletiva no Espaço Itaú Cultural, na Paulista, protesto que ficou conhecido como 'mamaço'. À época, uma mãe havia sido proibida por seguranças do local de amamentar o filho em público.

O grupo defende o direito de decisão da mulher em relação ao parto. Em casa, geralmente ela é acompanhada por parteiras ou doulas. "Cabe à mulher decidir como e onde irá parir. Nós nos mobilizamos porque há uma perseguição velada contra os médicos que defendem o procedimento em casa", disse a bióloga Patricia Hernandez, de 35 anos, mãe de Nicole, de 11 anos, e de Davi, de 1 ano, que nasceu em casa.

Surpreso com o apoio, Kuhn diz que não recebeu nenhuma notificação do Cremesp. "Não imaginava uma reação tão intensa e favorável das mulheres. Sabia, porém, que a entrevista repercutiria. É o que acontece toda vez que se tenta mexer no 'establishment'”, avaliou. O Cremesp afirmou ao JT que, até quarta-feira não havia recebido o comunicado do Rio de Janeiro. O órgão paulista estuda quais medidas serão tomadas.

O parto domiciliar não é proibido no País, mas a prática é desaconselhada pelas sociedades médicas. "Nós contraindicamos, pois entendemos que o médico está colocando a paciente e o feto em risco. Se houver qualquer intercorrência no parto domiciliar, o médico será punido", afirmou a diretora da Câmara Técnica de Parto Normal do Conselho Federal de Medicina (CFM), Vera Fonseca. Os defensores da técnica lembram que o procedimento não é indicado para todas as mães.

Modismo - Ainda que o parto domiciliar seja defendido por muitos médicos que seguem a linha do nascimento humanizado, a maioria dos profissionais reprova o procedimento e diz que tudo não passa de "modismo". O principal problema seria a falta de estrutura adequada fora do ambiente hospitalar para um nascimento seguro.

"Só torço para que isso acabe antes de uma mulher famosa morrer e servir de exemplo para as outras", afirmou a diretora da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Vera Fonseca. Ela classifica o nascimento em casa como um "completo retrocesso".

Na opinião de Vera, as pessoas deveriam "marchar por melhorias na assistência obstétrica, não pelo direito ao parto domiciliar". O posicionamento é reforçado pelo médico ginecologista Krikor Boyaciyan, corregedor do Cremesp. "Não há parto sem risco. Em um parto domiciliar, o médico estará impossibilitado de prestar socorro caso ocorra qualquer evento adverso. Não há estrutura."

Os defensores da técnica citam como benefícios o conforto, a proximidade com a família e com os profissionais envolvidos no nascimento, bem como uma maior autonomia para a mulher. "O parto não é um evento médico. É fisiológico", disse o obstetra Jorge Kuhn. "É seguro porque só é indicado para gestantes que preenchem todas as condições necessárias", completa a obstetriz Ana Cristina Duarte.

Felipe Oda
Fonte: 

quarta-feira, junho 20, 2012

Técnico de enfermagem é suspeito de fazer aborto em jovem de 14 anos



Intervenção foi em Taparuba, na Região Leste de Minas Gerais.
Procedimento teria sido forçado pela mãe da adolescente.

 

Um técnico de enfermagem da Prefeitura de Taparuba, na Região Leste de Minas Gerais, é suspeito de fazer um aborto em uma adolescente de 14 anos. A mãe teria forçado a filha a passar pelo procedimento porque não aceitava a gravidez, que foi interrompida antes de completar quatro semanas.
A adolescente soube que estava grávida por um exame de sangue feito na semana passada. Três dias depois, no sábado (31), ela contou que foi levada até uma unidade de saúde de Taparuba, onde o profissional teria feito o aborto.

Na última segunda-feira (2), o namorado da vítima avisou ao pai dela o que tinha acontecido. No mesmo dia, o pai, que é divorciado da mãe da menina há 11 anos, conseguiu a guarda provisória da filha com o Conselho Tutelar de Ipanema.
O exame constatou que o aborto tinha sido feito, mas o feto morto ainda estava no útero. Uma curetagem precisou ser feita, um procedimento cirúrgico para limpar o corpo da mulher e evitar mais sangramento.
A mãe da garota, uma professora da rede municipal de Ipanema, foi procurada em casa, mas não estava. A reportagem procurou também o homem que teria sido responsável pelo aborto. Uma moradora informou que ele tinha viajado para Taparuba.

A Secretaria de Saúde de Taparuba afastou o funcionário citado no caso assim que soube da suspeita, no início da semana. Ele era efetivado na prefeitura e trabalhava como técnico em enfermagem há mais de dez anos na cidade e nunca tinha sido registrada nenhuma reclamação oficial do serviço dele.

O pai da adolescente disse que o enfermeiro chegou a ser ouvido pela polícia, mas teria sido liberado por falta de provas. A Polícia Civil está investigando o caso. O delegado Nilson Belmiro de Oliveira disse que algumas pessoas já foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento. Ninguém foi preso.